Publicado em 12/06/2026

Inteligência artificial transforma o mercado, mas não substitui habilidades humanas essenciais

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Instrutora do Senac Goiás destaca profissões e competências que seguem valorizadas na era digital

 

A inteligência artificial tem gerado dúvidas e até insegurança sobre o futuro do trabalho. A frase “a IA vai roubar o seu emprego” já se tornou comum, mas, na prática, o cenário é mais complexo. Segundo Juliana Costa, instrutora de IA do Senac Goiás, a tecnologia não substitui completamente o ser humano, mas transforma a forma como as profissões são exercidas.

“A inteligência artificial não substituirá o trabalho humano, mas atuará como uma aliada estratégica, ampliando capacidades e otimizando processos. Nesse sentido, o mercado de trabalho já passa por transformações significativas”, explica. Segundo Juliana, manter-se relevante nesse cenário exige o desenvolvimento de competências que ainda não podem ser replicadas pela tecnologia.

“Competências como inteligência emocional, conexão humana, criatividade e pensamento autêntico, além da capacidade de tomar decisões complexas com flexibilidade e adaptabilidade, são fundamentais para que o profissional se mantenha relevante diante do avanço da IA”, afirma a profissional. Entre as áreas que devem permanecer em alta estão as profissões ligadas ao cuidado humano, como médicos, enfermeiros, psicólogos e terapeutas. Embora a IA contribua com diagnósticos e processos, o fator humano continua indispensável. “A IA consegue trazer diagnósticos, mas não tem o trato humano, o cuidado genuíno, o contato pessoa a pessoa”, pontua.

Na área da educação, o cenário é semelhante. Professores, especialmente da educação infantil, desempenham um papel que vai além da transmissão de conteúdo. “A inteligência artificial pode transmitir informação, mas não tem o trato emocional, o afeto e as conexões humanas, fundamentais no desenvolvimento dos alunos”, pontua.
Profissões manuais também seguem protegidas da substituição tecnológica. Atividades como as de eletricistas, encanadores e mecânicos exigem habilidades práticas que não podem ser executadas apenas por sistemas automatizados. A IA auxilia com ferramentas, mas não a manuseá-las. Já áreas criativas, como gastronomia, artes e produção de conteúdo, dependem da originalidade e da experiência sensorial humana. “Chefs de cozinha, artistas e criadores têm originalidade. Isso nunca será substituído.”

Além disso, funções que exigem decisões estratégicas em tempo real, como líderes, advogados, juízes e pesquisadores, continuam dependendo da análise crítica e sensível. A IA auxilia trazendo agilidade, mas não consegue fazer uma análise sensível ou um veredito final. Diante desse cenário, a instrutora reforça a importância da adaptação profissional. “É possível, sim, se reinventar diante do avanço da inteligência artificial”, finaliza.

Nesse contexto, o Senac Goiás oferece cursos voltados ao desenvolvimento dessas competências, preparando profissionais para as novas demandas do mercado e contribuindo para uma atuação mais estratégica e atualizada. Confira o vídeo na íntegra: