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Bem-estar

Câncer de Mama: ainda temos muito a falar sobre isso!

Momento Sesc Saber traz tudo que você precisa saber sobre a prevenção ao câncer de mama

Nesta semana vamos falar sobre a campanha Outubro Rosa um assunto muito importante: prevenção ao câncer de mama. E acredite, nós ainda temos muito a conversar sobre isso!

 Você sabia que apenas 10% dos casos de câncer de mama acontecem por fatores hereditários e que 90% acontecem por causa de mutações relacionadas ao nosso estilo de vida? Você sabia também que para cada 100 mulheres 1 homem tem câncer de mama?

 A mastologista Priscila Dias Watanabe, do Instituto de Mastologia e Oncologia (IMO) de Goiânia, deu detalhes sobre o que é o câncer de mama, como ele se dá e como prevenir. Confira!

Câncer de Mama: ainda temos muito a falar sobre isso!


 O médico mastologista. Você conhece?

A mastologia é uma especialidade médica que estuda, previne, diagnostica e trata as doenças e as alterações adquiridas congênitas relacionadas à mama. A função do médico mastologista é trazer tratamento cirúrgico, reparador e clínico em relação à mama.

 

Mulher, você precisa ir ao mastologista!

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que a mulher inicie o rastreamento para o câncer de mama a partir dos 40 anos de idade (para aquelas que não têm alto risco para o câncer). Esse rastreamento deve ser realizado anualmente a partir dessa idade.

Consideramos fator de alto risco: pacientes que têm histórico familiar de câncer de mama em primeiro grau (mãe, irmãs e filhas) ou mulheres que têm uma história familiar de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em qualquer idade, e também uma história de câncer masculino em parentes de primeiro grau. Essas pacientes consideradas de alto risco devem realizar os exames a partir dos 30 anos, com mamografia e ressonância magnética de mamas anualmente ou dez anos antes do início desse caso na família (Por exemplo: se uma parente de primeiro grau apresentou a doença com 35 anos, você deve realizar os exames a partir dos 25 anos). A mulher também deve sempre procurar o mastologista a partir do momento em que identificar qualquer alteração no exame físico das mamas.

 

Devo ir ao mastologista quando...

Como a mastologia é uma especialidade que acaba sempre sendo relacionada à mama, a maioria das mulheres acaba procurando o mastologista quando vê alguma alteração nessa área. Normalmente, esse segmento é feito pelo ginecologista/obstetra ou médico da família, aquele médico que sempre acompanha a mulher. Mas a mastologia inclui não só o câncer de mama, mas também doenças benignas como nódulos, cistos, inflamações, infecções. Nós temos muitas pacientes puérperas, por exemplo, que em processo de amamentação têm alguma alteração e que nos procuram também.


Você sabe o que é câncer de mama?

O câncer é toda proliferação, toda desordem celular que ocorre na maioria das vezes por alguma alteração genética. O câncer de mama nem sempre é hereditário. O câncer de mama é um tumor maligno que ocorre devido a uma proliferação desacelerada das células, ocasionada normalmente por alguma mutação.


Existem dois tipos de câncer de mama. O tumor in situ, que tem menor risco de invasão, que tem menos risco de metástase. Por isso recomentamos muitos a necessidade dos exames de rastreamento, porque o nosso sonho é identificar essas lesões em estágio inicial.


E existe aquele câncer de mama invasivo, que normalmente é identificado em estágios mais avançados, em que pode ocorrer invasão de tecidos e invasão de outros órgãos levando à metástase, mas que também têm cura e também têm tratamento.


 E quais são os sintomas?!

O principal sintoma relacionado ao câncer de mama é um nódulo indolor, endurecido e irregular. Mas existem outros sintomas relacionados ao câncer, como algumas alterações de pele, o que chamamos de peau d’orange, que é a pele mais espessa, mais vermelha, que pode ter alteração na coloração e a mama pode ficar quente, além de alterações nos mamilos. Existem pacientes que nos procuram porque apresentam alguma secreção mamilar.


Mas é importante não se desesperar quando você ver qualquer alteração em relação à sua mama. Nem sempre essas alterações estão relacionadas ao câncer. Identificando qualquer sintoma, procure um médico especialista e esclareça suas dúvidas.


 Identificando o câncer de mama

A forma mais importante para rastreamento e diagnóstico precoce das lesões é a mamografia. O autoexame, apesar de muito preconizado e encorajado, não diminui a mortalidade. É muito importante que a mulher tenha esse autoconhecimento do seu corpo, mas o autoexame não substitui a realização da mamografia. Muitas pacientes questionam isso: “Dra., posso fazer um ultrassom de mamas?”; “Eu quero fazer uma ressonância”; “Precisa mesmo fazer essa mamografia todo ano? Porque minha mamografia nunca vem alterada!”. Precisa! A mamografia, que é considerada um raio X da mama, é o único exame que diminui a mortalidade e, apesar de ser uma radiação, não aumenta a incidência de câncer de mama nem de outros tumores.


Então sim, é muito importante a realização da mamografia!


 Mito ou verdade: a mamografia dói?

Muitas pacientes relatam isso: “Dra, eu não quero fazer a mamografia porque dói.” Por que elas falam isso? Durante a realização do exame existe uma compressão da glândula mamária, para que haja um espalhamento do parênquima (célula específica de uma glândula ou de um órgão) e uma melhor qualidade e identificação dessas lesões. Para aquelas pacientes que têm as mamas mais sensíveis, orientamos fazer o exame fora do período pré-menstrual, mas nunca deixar de realizar esse exame por conta de dor.


 Como é o tratamento contra o câncer de mama?

O tratamento do câncer de mama é extremamente individualizado. Existem vários tipos de tumores, cada paciente é diferente e esse acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar. Nós, mastologistas, somos aptos a cuidar das partes cirúrgicas e reparadoras. Existe a equipe da oncologia que trata em relação à quimioterapia, e os radioncologista que levarão ao tratamento da radioterapia. Por isso o tratamento é individualizado. Depende muito da idade da paciente, das comorbidades, do tipo do tumor. Tudo isso vai ser discutido com a equipe e com a paciente para definir o melhor tratamento, o melhor prognóstico.


 Homens com câncer de mama?! É verdade isso?

Muitas pessoas não sabem, mas existe sim o câncer de mama masculino. Ele é raro: a cada 100 mulheres, 1 homem é acometido de câncer de mama. O principal sintoma é o nódulo mamário unilateral. O câncer de mama na família é considerado um fator de risco.


 E tem como prevenir?

O que é o mais importante quando se fala em prevenção? Alterações no estilo de vida. De 5% a 10% dos cânceres de mama são hereditários, 90% são esporádicos e ocasionados por mutações. Essas mutações estão relacionadas ao nosso dia a dia: exposição a hormônios, mulheres que tiveram menarca (primeira menstruação) precoce, menopausa tardia, mulheres que não amamentaram, que não tiveram nenhuma gestação ou que teve gestação acima dos 30 anos; algumas mulheres que tiveram exposição à radição na parede torácica em virtude de outros tumores, atividades físicas e alcoolismo.


O mais importante em relação à prevenção é a modificação desses fatores. Tanto que neste ano de 2020 o foco da Campanha Outubro Rosa da Sociedade Brasileira de Mastologia é a modificação desses fatores de vida. Por isso, pratique atividade física, mantenha uma alimentação saudável, iniciem seus exames de rastreamento a partir dos 40 anos ou se identificar qualquer lesão.


 Vamos juntas!!!

O Outubro Rosa é um momento de conscientização e detecção precoce do câncer de mama.  Não deixe de realizar os seus exames, não deixe de procurar o seu médico mesmo em tempos de pandemia.

E para você que já tem o diagnóstico, seja firme! Vamos todos na luta contra o câncer de mama. O câncer de mama tem cura e será um momento de superação!


 


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